Tem Tux na Agricultura!!!

6 de abril de 2013 in Prefeituras

post-ltsp-seama

Muitos são os desafios enfrentados pela atual administração da Prefeitura de Sobradinho, em todos os seus setores. E lá no Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) não tem sido diferente.

Não é novidade que a mudança de governos entre grupos adversários é sempre traumática e o novo governo fica com a árdua tarefa de garantir a continuidade de serviços ou, na pior das hipóteses, retomá-los o mais rápido possível.

No caso da administração do prefeito Luiz Vicente estes desafios são dobrados, pois ele, movido pela sua juventude, pede muito mais que a simples continuidade dos serviços: quer o empreendedorismo, a inovação.

Esquema do LTSP

Motivados por este ideal de inovação, sem perder o foco nas necessidades de uma transição de governo, que exige economia de recursos públicos, e aplicando os princípio de uma TI mais Verde (clique para saber mais), ou seja, uma TI preocupada com o impacto que gera sobre o meio ambiente, e na busca pelo alinhamento com os objetivos estratégicos do governo, nós do DTIC, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAMA), implantamos o Linux Terminal Server (LTSP) sobre Ubuntu.

Trata-se de uma rede com terminais leves onde, com um computador onde foram instalados o Ubuntu e os serviços do LTSP, pudemos re-aproveitar vários outros computadores velhos que praticamente não serviriam para mais nada. Quem já visitou algum dos Centros de Cidadania Digital (CDC) da Bahia já dever visto alguma máquina com LTSP.

Terminal Leve rodando Ubuntu 12.04

Terminal Leve rodando Ubuntu 12.04

Para que os amigos possam ter uma noção, este computador a direita é um Pentium 4, sem disco rígido e com apenas 16Mb de RAM, mas está rodando o Ubuntu 12.04, LibreOffice 3, Google Chrome 26, tudo de mais novo sem problema e com desempenho bem satisfatório.

Vale ressaltar que este computador esta encostado pois não atendia às necessidades computacionais de nenhum setor.

Junto com ele, mas outras 5 máquinas com configurações diversas, sem disco rígido e com pouca memória RAM, estão sendo reaproveitadas na SEAMA.

É bem verdade que o LTSP está sendo usado em produção pela primeira vez na prefeitura e estamos esperando alguns problemas sobretudo de adaptação dos usuários, mas estamos todos muito entusiasmados.

Não poderíamos de deixa de agradecer ao nosso amigo Fabrício Viana Lopes, lá do SEAMA, que não apenas comprou a ideia do LTSP mas tem colaborado com DTIC em diversos outros assuntos: Valeu Fabrício!!!

Publicaremos os resultados dessa experiência aqui, nos comentários, então participem!

Publicação retirada do blog de Laudivan Freire

Análise das redes ligadas à cultura livre

18 de janeiro de 2013 in Cultura Livre, Trabalhso e Pesquisas

O que é isso?

Este é um trabalho engajado e voltado para as comunidades ligadas à cultura livre.

Queremos analisar as listas de emails de nossas redes para auxiliar a nossa compreensão das dinâmicas sociais e a propagação de informação.

O primeiro vídeo mostra somente um dos recursos. Embora poderoso, não analisa o conteúdo das mensagens, as palavras e frases utilizadas, estas são capturadas principalmente por recursos de processamento de linguagem natural.Esta empreitada compreende explorações tanto das topologias envolvidas nas dinâmicas sociais quanto dos conteúdos trocados e replicados.

Todas as análises serão disponibilizadas junto aos dados e códigos para que qualquer interessado possa reproduzir os resultados e melhorar as análises.

Recompensas e acompanhamento

Contribua para a realização desse trabalho. Veja ao lado as sugestões de doações e como acompanhar o desenvolvimento.

Vaquinha do fim do mundo

http://labmacambira.sourceforge.net/redes

Caso o que arrecademos ultrapasse minhas necessidades para cumprimento do trabalho, o excedente será encaminhado para colaboradores e parceiros. Calculo que com 15 mil reais eu possa garantir esta entrega das análises até julho/2013, o que é razoável, então o que passar disso será utilizado para remunerar outros interessados.

Os links principais são:
- Artigo preliminar, demonstrando propriedades naturais em redes de
respostas de emails:
http://ubuntuone.com/739tQYgfbtFmbGZXB3f8yw
- Propósitos práticos e científicos e FAQ sobre o estudo:
http://lm.juntadados.org/
- Página inicial da Vaca, deu algum resultado, permitindo
o término do msc e o engate do doc no tema:
http://labmacambira.sourceforge.net/redes
- Publicação resumida no Contra Cultura Digital por Thaís Brito:
http://culturadigital.br/contraculturadigital/2013/01/02/analise-das-redes-ligadas-a-cultura-livre/

 

Marco civil e neutralidade… Quer que eu desenhe?

9 de dezembro de 2012 in Ativismo, Liberdade, Projetos de Lei

Compartilho um vídeo altamente didático que explica as ameaças à internet, caso a neutralidade seja perdida. Confira!

 

Alerta! A internet do Brasil está sob ataque

8 de novembro de 2012 in Ativismo, Liberdade, Projetos de Lei

Nesta semana foi votada uma lei de cibercrimes aqui no Brasil. O projeto de lei, conhecido como Carolina Dieckmann (nome ridículo), foi aprovada.

O que é mais bizarro é que esta lei foi votada antes do Marco Civil, que já falamos aqui no PE Livre. Adiaram a votação do marco, e pelo andar das coisas, estão querendo tirá-lo de votação. O pior de tudo é que o futuro da internet, como a conhecemos no Brasil, está obscuro. Estão querendo tirar a neutralidade da rede e colocá-la nas mãos das empresas de telecomunicações.

Segue abaixo um texto do Jomar Silva, que alerta sobre esta quebra de neutralidade:

“Neste exato momento, o Deputado Federal do PSD de São Paulo Ricardo Izar está defendendo a quebra da neutralidade de rede, o que vai fazer com que na prática, quem pode pagar vai continuar com a Internet como conheçemos hoje e quem não puder vai acabar com uma Internet a corda, como a dos anos 90, onde áudio e vídeo eram inimagináveis (http://www.internetlegal.com.br/2012/11/relator-divulga-parecer-e-anuncia-adiamento-de-votacao-do-marco-civil-da-internet/).

Peço a todos aqueles que querem que a Internet continue como a conheçemos, que se manifeste com urgência, preferencialmente enviando um e-mail ao próprio Deputado Ricardo Izar no endereço dep.ricardoizar@camara.leg.br, perguntando a ele o que o leva a defender a segregação da Internet, e explicando a ele o motivo pelo qual você quer que a Internet permaneça como está, assegurando a Neutralidade da Rede.

Peço ainda ajuda para que compartilhem este post com seus contatos. A votação do Marco Civil ficou para a próxima terça, e ainda temos tempo de evitar que este atentado aos nossos direitos seja cometido por gente que sequer entende a Internet !

Passamos anos e anos discutindo o projeto, que foi elaborado de forma democrática por Internautas e especialistas de todo o Brasil. Eles perderam a discussão pública, perderam todos os debates que foram feitos e estão agora, nos 45 minutos do segundo tempo tentando ganhar no grito, coisa que não conseguiram fazer em todos estes anos de debate.

Não se cale. Segregando a Internet, o que eles querem mesmo é te calar !”

Epístola Digital Descentralizada

17 de outubro de 2012 in Ativismo, Liberdade

Diversas pessoas resolveram enviar uma carta, escrita por muitxs, para o MinC e também para outros ministérios, entidades e pessoas.

Se você se animou, se sentiu tocado afetivamente ou ideologicamente, assine aqui: http://mutgamb.org/descarta/Epistola-Digital-Descentralizada

Segue cópia da DesCarta:

Plante e Viva! Código é Mato; Importante são Pessoas!
(Anônimo e Coletivo)

1 ponto e vírgula A+, “Enter”. && você já não está no mesmo lugar;
(Supla Selva & Yupana Kernel)

Carxs leitorxs,

Abrimos este canal para dialogar com o Ministério da Cultura, buscando destacar tópicos de suma importância para a cultura, em suas interfaces com a tecnologia, ciência e comunicação. Propomos abaixo alguns pontos que julgamos relevantes para o presente e o futuro, a partir da nossa larga experiência coletiva em redes cultivadas na Internet e nas ruas, com a utilização plena de software livre para produção cultural, bem como no exercício da cultura livre como prática constante. Na realização de encontros presenciais relacionados a arte, mídia, participação social, ciência, tecnologia presenciamos e integramos todo tipo de discussões políticas e ações distribuídas e não-verticalizadas. Durante este processo decidimos ampliar o número de destinatários, dada a pluralidade de intenções. Como e com quem resolver?

Esta carta foi escrita por diversas mãos a partir de uma iniciativa que surge no seio da rede MetaReciclagem e então se espalha pela Internet. Lembramos que a MetaReciclagem era parte fundamental do conceito e prática da Ação Cultura Digital elaborada nas gestões passadas. Entre as pessoas abaixo assinadas estão articuladores que participaram da criação e internacionalização do Cultura Viva, do Programa Nacional dos Pontos de Cultura e das ações de Cultura Digital, realizando na prática estes programas governamentais. Gostaríamos que o Ministério da Cultura e todxs xs destinatárixs desta carta atentassem aos pontos abaixo:

Lei do Acesso à Informação e Governo Aberto - Disponibilização adequada (de forma legível por pessoas e máquinas, em padrões abertos) de todas as informações do Ministério da Cultura, inclusive as relativas ao orçamento (levando em consideração também os recursos das leis de incentivo fiscal) e sua distribuição entre as regiões do país. Incentivo à formação de Conferências de Cultura permanentes e abertas, e ao aprimoramento e a simplificação dos canais de diálogo e intervenção da sociedade civil (organizada ou não-organizada legalmente) na gestão do Ministério. Tomada de decisões junto à sociedade civil através de consultas públicas.

Gênero, Produção Cultural e Apropriação Tecnológica - Estímulos a projetos de acesso e uso crítico da tecnologia (hardware, software e redes) e dos meios de produção cultural. Investimento em pesquisa e programas de introdução à apropriação tecnológica específicos para diversidade de gênero de todas as idades, culturas, raças e classes sociais, para que sejam estimuladxs a participar de processos de produção cultural com ferramentas tecnológicas. Esse contexto é onde mais existe déficit de participação. Entram nesse contexto mulheres, transgêneros, transexuais, travestis, prostitutas, queers e todo tipo considerado aberração para a sociedade machista, que ainda domina muitas das gerências da cultura, da ciência e da tecnologia.

Reforma da Lei de Direito Autoral - Um largo processo foi iniciado, durante o governo Lula, que tinha como missão atualizar a legislação brasileira sobre o direito autoral. É praticamente um consenso a necessidade da reforma da Lei 9.610/98, visto que a última década foi marcada por profundas transformações – não só técnicas mas principalmente políticas e culturais – que alteram radicalmente a forma como nos relacionamos com o direito autoral. Como exemplo dessas transformações, temos a difusão de espaços e práticas de compartilhamento – redes P2P – que se tornaram verdadeiros terrenos de uma guerra global entre defensores da “propriedade intelectual” e ativistas da cultura livre. Outro exemplo dessas transformações é a difusão cada vez maior de uma cultura de remix. Desde 2007, o MinC vem fomentando o debate sobre temas como cópia privada, uso educacional de obras protegidas, proteção ao autor e cessão de direitos.

Acreditamos necessário avançar muito nessa área pois o acesso a produções culturais é essencial para a multiplicidade e diversidade da cultura brasileira, para a diversificação de olhares, assim como a formação de uma cultura política e não somente políticas culturais. Alguns avanços significativos podem ser conquistados nessa área como a descriminalização de práticas ditas de “pirataria”, a possibilidade de cópia privada, a criação de um sistema de supervisão pública e descentralizada dos órgãos coletores de direitos autorais, a questão das cópias para uso educacional e o aumento das possibilidades de usos “justos” das obras protegidas. Devemos buscar soluções para a remuneração do trabalho da cultura e da arte que passem pelo reconhecimento da dimensão coletiva de sua produção, destacando as possibilidades de produção cooperativa e a impossibilidade da cultura ser entendida como submetida somente à economia – ainda que a questão da valoração do trabalho de artistas e produtores culturais seja essencial.

Cultura, Ciência e Tecnologia nas Comunidades Tradicionais - Investimento conjunto e dialógo com as instituições e agências oficiais da ciência, no reconhecimento dos saberes e ciências das comunidades tradicionais, como comunidades quilombolas, caiçaras, ribeirinhas e indígenas. Práticas e conhecimentos que por sua vez são indissociáveis de suas culturas (etnociências e etnoecologias) e constituem um enorme potencial ainda sub-valorizado. Qualificação do Estado para o diálogo com estes grupos, criando mecanismos que facilitem o repasse de recursos (como editais desburocratizados para micro-empreendedores individuais) e a submissão de projetos, aprimorando a experiência da Ação Griô, criando outras e pautando ações de ciência e tecnologia associadas à cultura.

Hacklabs Rurais e Biotecnologia - Incentivar práticas de biohacking abertas e livres a partir do conhecimento e ciências de povos tradicionais. Investimento em laboratórios que promovem a busca pela autonomia em diversos setores: humano, social, científico e tecnológico. Apoio ao desenvolvimento de pesquisas científicas livres, pautadas pela integração entre natureza e cultura, em estudos biotecnológicos, desenvolvimentos associados à computação física, à ciência comunitária e às tecnologias baseadas em práticas do faça-você-mesmo (DIY) . Hacklabs são práticas comuns em vários países, inclusive no Brasil, e têm como objetivo aproximar das pessoas comuns a produção científica e tecnológica de baixo custo e livre distribuição, criando espaços de convivência, experimentação e aprendizagem, por vezes em diálogo com os saberes das ciências duras e as ciências de comunidades tradicionais.

Assim como o aprimoramento das linguagens tecnológicas para esses ambientes, em prol de pesquisas transdisciplinares-antidisciplinares em laboratórios de biohacking ou DIYBIO (Biologia do faça-você-mesmo), envolvendo: energias renováveis, cartografias de faunas e floras, redes autônomas de telecomunicações, bioconstruções, agroecossistemas e outras investigações que apoiem uma reversão do êxodo de comunidades tradicionais rumo aos centros urbanos. Deste modo, sugerimos uma especial atenção no investimento em hacklabs rurais e ecológicos (em zonas costeiras, no cerrado, no semiárido, na região amazônica e em outros biomas em que ainda ocorrem trocas ecológicas diretas e abrigam comunidades tradicionais), estimulando a convivência com as realidades locais, apoiadas tanto por novas ferramentas, quanto nas tecnologias ancestrais de sustentabilidade e autonomias.A partir desta perspectiva, pode ser retomada a parceria da RNP com a Funarte, retomando ações e publicando editais de apoio em diálogo com a plataforma Rede//Labs.

Satélites - Apoio à sociedade civil na pesquisa e investigação para produção tecnológica de satélites, e a participação na discussão sobre os lançamentos de satélites. Está em jogo a questão dos espectros aéreos, assim como o acesso a tecnologia espacial. Os modos como são feitas as negociações sobre os domínios espaciais se dão do mesmo modo que as empreitadas colonialistas, a participação civil é ignorada. Propomos a participação de grupos interessados nas lutas espectrais e nos desígnos dos projetos espaciais, assim como pedimos espaços de residências artísticas e de desenvolvimento tecnológicos nas áreas de desenvolvimento e lançamento. Muitos dos satélites que estão em órbita estão sendo subutilizados, esses satélites são de grande utilidade para as redes de espectro livre, para termos acesso a esses satélites de forma legal necessitamos de acordos legais intraministeriais, e acordos entre ministérios e grupos empresariais. Esses satélites são facilmente cartografados, sendo vastas as redes que se prestam a esse tipo de análise. Propomos a criação de um espaço permanente de discussão aberta sobre a gerência civil de satélites.

Residências - Apoio à realização de intercâmbios e residências nacionais e internacionais entre laboratórios, Pontos de Cultura e agentes autônomos, expandindo e aprimorando a propostas como o programa Interações Estéticas da FUNARTE, e criação de outros programas para fortalecer uma rede de laboratórios culturais que inclua não só o Brasil, mas também outros Pontos de Cultura, espaços culturais, eventos, ações em redes da América Latina e do mundo.

Rádio e TV Digital – Reconhecimento do rádio como um importante instrumento de difusão, produção e identidade culturais, principalmente diante das novas oportunidades tecnológicas e sociais que oferece o rádio digital. Desejamos um padrão de rádio digital aberto, sem segredos industriais, com apropriações e adaptações para realidades de todas as estações de rádio do Brasil, potencializando a democratização da comunicação e o acesso popular à cultura. Somos também contra a criminalização da radiodifusão comunitária e livre: fomentamos a diversidade e a multiplicação de atores para o fortalecimento da pluralidade de expressões. Frente à iminente digitalização da radiodifusão, é essencial sublinhar potencialidades até agora pouco exploradas, como a otimização do uso do espectro eletromagnético, a multiprogramação e o desenvolvimento nacional de novos serviços, fundamentais para a plena promoção da diversidade e cidadania. É preciso, então, garantir o apoio à digitalização dos meios comunitários (que hoje somam mais de 10 mil emissoras de rádios de baixa potência em todo o país), a exploração das ondas médias, curtas e tropicais, bem como o acesso de Rádios e TVs comunitárias ao espectro aberto e democrático. Defendemos que o padrão Digital Radio Mondiale é o mais apropriado para a digitalização da radiodifusão brasileira (http://drm-brasil.org)

Hardware Livre - Expansão do incentivo pioneiro do Ministério da Cultura ao software livre também para o hardware: estimular a criação de novos dispositivos e novas mídias como bens culturais públicos, sujeitos aos mesmos príncipios de “propriedade intelectual” aberta como os discutidos neste documento. Somente através da produção autônoma de hardwares livres pode se garantir uma verdadeira apropriação pela sociedade dos meios de produção cultural no século XXI, caso contrário ainda que os softwares sejam abertos continuamos dependentes de empresas privadas estrangeiras. O Minc pode ter estratégias de incentivo que estimulem a criação e exploração de novos dispositivos midiáticos (computadores, radio e tv digital, telefonia, câmeras, projetores, instrumentos óticos, instrumentos musicais e etc.), com parcerias entre artistas e engenheiros, onde além da produção estética resultem também em alternativas para novos ciclos industriais mais acessíveis, para além das grandes patentes.

É possível e cada vez mais viável uma economia sustentável onde esquemas de placas eletrônicas, microchips, sensores e outras invenções sejam vistas como matéria para recombinações possíveis de novas invenções e sobretudo como reserva de conhecimento, numa área tão dominada pelas patentes de economias hegemônicas e sua lógica baseada em ocultar descobertas. Com licenças abertas é possível ampliar acesso a tecnologias colocando-os na pauta da educação pública, da ciência e dos meios de produção cultural, possibilitando uma economia mais colaborativa com acesso à matéria prima da indústria computacional e gerando fluxo de conhecimento industrial para os pequenos e micro empreendedores. Utilizar estas iniciativas como modelo para metodologias de ensino e produção em pequena escala e com soluções de logística local, incentivando a apropriação da tecnologia, a multidisciplinaridade e a criatividade no desenvolvimento de soluções para problemas comuns, que muitas vezes não são resolvidos pela lógica do mercado.

Infraestrutura de rede descentralizada - Neutralidade, segurança, transparência, acesso, controle são questões fundamentais que estão sendo discutidas em termos de marcos Legais, mas que precisam também ser enfrentadas através do desenvolvimento prático de alternativas tecnológicas que possibilitem uma infraestrutura descentralizada e gerida localmente. Para isso é necessário garantir recursos junto aos órgãos públicos, para desenvolvimento e implementação de redes que funcionem localmente com pareamento assíncrono com a Internet. Estas redes locais estão sendo discutidas e implementadas pela sociedade civil de forma independente, a exemplo das recentes investidas da Rede Mocambos de comunidades quilombolas nesta direção. Solicitamos um auxílio do estado para realizar os mapeamentos urbanos e rurais de disponibilidade de rede e implementações em si.

Acesso à internet - Garantir acesso à internet – rápida, estável e gratuita – a grupos, coletivos, pontos de cultura, telecentros dentre outras ações e estruturas, já existentes ou não, por meio da expansão da infraestrutura pública de conexão em banda larga (por exemplo, criando extensões a partir da Rede Ipê da RNP) para fins não somente científicos como também culturais. Garantir conexão dedicada de qualidade para Pontos de Cultura, hacklabs em periferias, comunidades indígenas e da zona rural e outros grupos com dificuldades de acesso à Internet, para que tenham condições de desenvolverem seus trabalhos e manifestarem seus entendimentos. Disponibilização de acesso aberto e livre a essa conexão para as comunidades e seus entornos. Para contornar as limitações de entrega de sinal por fibra ótica da rede Ipê, podem ser trabalhados pontos de distribuição de rede com tecnologias sem fio, ampliando seu alcance. Fomentar o acesso livre à internet ao menos em localidades de alta demanda, como centros urbanos e de eventos.

Comunidades de software livre - Solicitar ao MinC, MC, MCTI e MEC a adaptação de seus editais e mecanismos de incentivos para que atendam a um modelo que fortaleça as redes abertas de pesquisa livre e comunidades regionais de software livre, criando mecanismos de apoio ao ensino, pesquisa e principalmente desenvolvimento de soluções em softwares de código-aberto voltados à produção cultural. Criar mecanismos de interação entre essas redes e os sistemas de pesquisa institucionais no âmbito acadêmico e de ensino público, gerando apropriação e partipação das diferentes comunidades locais. Compreender a produção de código como manifestação cultural. Estimular a produção do código computacional livre como uma mídia que é tecnologia condensada, reativa, modular e reprodutível sem custo adicional. Contemplar o patrimônio da humanidade que é o repertório em circulação de código aberto. Incentivar as comunidades envolvidas com recursos de forma a facilitar as dedicações usuais sem prejuízo dos agentes que empregam nestas investidas seus tempos, recursos e relações interpessoais.

Lixo Eletrônico - Incentivo a práticas de apropriação e reaproveitamento de equipamentos descartados, contrapondo-se à lógica industrial da obsolescência programada e percebida, fomentando ações de transformação de lixo eletrônico em matéria-prima artística e experimental, kits educacionais e objetos carregados de significado ou utilidades sociais. Estimular o desenvolvimento de uma cultura não consumista e de não desperdício que promova o reuso antes do descarte, abrindo espaço para que as cooperativas de reciclagem, e outras formas de organização social baseadas na Economia Solidária, sejam multidisciplinares e se incorporem ao espaço urbano como ações socioculturais do cotidiano. Estimular que essa Cultura do Remix se estenda a outros campos da Cultura criando novas possibilidades de criação coletiva.

Economia solidária - Investimento na economia solidária, feira de trocas de conhecimento tecnológico e de produção cultural, coletas de lixo eletrônico e apropriação de tecnologias, seja na sua forma física de equipamentos eletrônicos ou de subprodutos, fazendo com que a responsabilidade do descarte e recriação de material seja medido em moeda social de acordo com as ações de cada participante e redes produtoras. Conectar através de projetos convergentes as Incubadoras e Centros Públicos de Economia Solidária aos Hacklabs, para que a inovação seja prática de aprimoramento das produções que se pautem pelos príncipios do movimento social da Economia Solidária.

Plataformas digitais de repositórios públicos - Ampliar o diálogo entre vários órgãos da administrção pública, estabelecendo parcerias efetivas e estimulando o empenho de recursos e projetos que viabilizem a implementação de servidores em nuvem garantindo que a produção nacional de mídia, principalmente com recursos oriundos de editais e serviços públicos, estejam garantidos legalmente e digitalmente no Brasil. Hoje o SERPRO trabalha em um projeto de implementação de repositórios públicos, a EBC possui o projeto do Canal P para toda a produção multimídia pública, assim como N outros órgãos estão investindo esforços nessa frente. Ao MINC cabe o papel de valorizar a disseminação e preservação do patrimônio cultural brasileiro em ambientes digitais que fortaleçam a nossa soberania cultural, devendo assim assumir o protagonismo para juntar, organizar esses diferentes agentes e viabilizar que o Brasil tenha um ambiente digital público e seguro para sua produção simbólica e imaterial.

Infra-estrutura pública de federação de redes - uma das frentes na qual a Secretaria Geral da Presidência atua é a mobilização e atuação em redes. Esse esforço vem juntar-se com as centenas de iniciativas de trabalho em rede e construção de territórios digitais. Mas essa proliferação de iniciativas, inclusive, e principalmente, dentro do Estado traz o risco de tudo se esvaziar pela multiplicidade de identidades criadas pelos usuários. Já existem elaborações e iniciativas de implementar a Federeação de Redes. Essa Federação consiste de infra-estrutura e de protocolos que permitam que usuários cadastrados em diferentes Redes Sociais Temáticas possam se relacionar sem precisar criar novas identidades. O Estado brasileiro produz muitas redes, mas elas não se conectam, levando ao cidadão assumir multiplas identidades junto ao Estado e suas políticas. Ao invés de investir recursos em criar mais redes, e mais micro-concentrações de informação, que acabam se perdendo, o MINC, junto a MCTI, SEPRO, MPOG, RNP, entre outros, deve lançar uma edital que viabilize a implementação de um protocolo público de interconexão de Redes.

Licenciamento público de obras - A discussão quanto à reforma da Lei de Direito Autoral está além da capacidade imediata de gestão dos recursos públicos e das poíticas públicas que cabem ao Ministério. Diante disso, e mantendo o compromisso de valorizar e respeitar a Cultura brasileira, sugerimos ao MINC, conformar um grupo de trabalho interministerial, em parceria com o Conselho Nacional de Cultura, Ministério da Justiça, SLTI/Ministério do Planejamento e elaborar um Licença Pública de Obras. A partir do exemplo dado pelo – Portal de Software Público – SLTI/MPGO, é possível estabelecer uma licença exemplificada em modelos como a GNU/Linux, Creative Commons, Copy Left e garantir que todo e qualquer projeto, que se valha de recursos públicos, mediante prêmios, convênios, editais ou prestação de serviços, ceda os direitos para o domínio público. Com isso desafios como o de levar obras realizadas com recursos públicos às escolas podem facilmente ser liberadas, e poderá ainda influenciar de forma prática no debate sobre a Reforma da Lei do Direito Autoral e sua aplicabilidade na sociedade e no Congresso Nacional, além de garantir o processo de Remix Cultural.

 

Os hackers do fuctura

23 de maio de 2012 in Ativismo, Empresas, Liberdade

Em dezembro de 2011 soltei na rede um post sobre empresas e software livre. Comentando como muitas delas deturpam preciosos conceitos sobre o universo do software livre.

Estou aqui novamente para citar um caso bem específico, que acho bastante curioso. Já faz um bom tempo que recebo e-mails da empresa Fuctura, que tem curso de “Academia Linux”. O e-mail que mais me chama a atenção é de um curso chamado: “Curso de Tecnologias Hackers”. Inclusive, eu fiz este curso. Acho que em 2004… O curso era on-line, eu peguei o material e desisti.

Nós que somos da militância em prol do software livre, temos a noção dos desafios do conhecimento livre perante  um mundo totalmente proprietário. Sabemos da importância dos hackers em nossos dias e sabemos que, devido esforços deles,  temos softwares livres. Inclusive o linux , que eles tem uma academia, recebeu a ajuda de inúmeros hackers.

Fica difícil argumentar, quando nos deparamos com este chamamento do curso:

“O novo curso foi desenvolvido no intuito de disponibilizar aos interessados a oportunidade de conhecer a fundo os métodos e as técnicas utilizadas pelos hackers atuais, como os keyloggers, trojans, exploits e etc, abrindo também discussões, junto à comunidade, para compreender quais são as medidas mais viáveis para manter a segurança de uma rede e/ou um sistema (o aluno pode escolher apenas o primeiro módulo ou a academia completa).”

Prezada Fuctura, hackers atuais estão envolvidos com a liberdade do conhecimento, hardware e software! Estão saciando sua sede de curiosidade, buscando abrir caixas pretas e sabendo como as coisas funcionam. De forma colaborativa, fugindo da lógica que é pregada no mundo atual. Estão envolvidos em causas sociais e políticas.

Por falar nessa visão de hacker que usa keylogger, a Fuctura bem que poderia deixar de fazer SPAM! Já fiz “N” pedidos para descadastrar meu e-mail. Já coloquei no lixo eletrônico, mas quando mudam de e-mail remetente, cá estou recebendo a mesma coisa.

Fontes:

Diga NÃO as patentes de software no Brasil!

1 de maio de 2012 in Ativismo, Liberdade, patente de software NÃO

 

Uma das maiores lutas do movimento de software livre mundial, foi contra as patentes de software na Europa. Finalmente em 2005, a Europa rejeitou a possibilidade do software ser patenteado. Uma vitória do movimento. Patente de software é uma ameaça a inovação, ao software livre a a liberdade do conhecimento.

Agora no Brasil, só o que faltava, o  INPI abre uma consulta pública pela patente de software:http://www.inpi.gov.br/index.php/quem-somos/noticias/673-inpi-abre-consulta-publica-sobre-exame-de-patente-que-inclui-programa-de-computador.

Vejam o movimento contra as patentes na Europa: http://livredepatentes.gnulinux-portugal.org/

Qual é #INPI, pirou ou capitulou? http://www.nosoftwarepatents.com/pt/m/dangers/market.html

http://softwarelivre.org/patentes-nao

Livre-se da google

14 de fevereiro de 2012 in Liberdade

Dia primeiro de março está chegando e junto com ele o ultimato para a concordância com a nova política de privacidade do google.

Com o passar do tempo fomos integrando tudo à conta google e entregando tudo: pesquisas, e-mail, gostos musicais, gostos de livros e talvez a boa parte de nossa personalidade.

Aceitar ou não a nova política vai de cada um. Uns dizem que “temer” é teoria da conspiração, outros acham que uma simples pesquisa se tornará algo perigoso. Não estou aqui para discutir os impactos e sim propor um manual com alternativas para quem queria usar outros produtos equivalentes ao do google.

O início deste documento começou numa discussão na lista metareciclagem, onde eu estava procurando um substituto para o google reader. A conversa foi crescendo, crescendo e nasceu uma wiki com proposta de listar tais produtos.

Ajude-nos! Acesse: http://rede.metareciclagem.org/wiki/Livre-se-da-Google

PLS que estabelece pena de prisão para quem acessar sistemas digitais sem autorização

25 de janeiro de 2012 in Ativismo, Liberdade, Projetos de Lei

Site do Senado federal usa sistema de enquete com a seguinte questão:

Você é a favor ou contra o projeto que estabelece pena de prisão para quem acessar sistemas digitais sem autorização (PLS 427/2011)?

  • Favor
  • Contra

De acordo com a pesquisa, 63,3% das pessoas aprovam a PLS 427/2011

Pode ser vista e votada aqui: http://www.senado.gov.br/noticias/datasenado/

A alguns dias a comunidade reunida por suas redes conseguiram derrubar um projeto de lei Americana, o SOPA e PIP.A. Aqui no Brasil o Projeto de Lei da Câmara nº 89, de 2003 encabeçado pelo Senador Eduardo Azeredo e aguarda a deliberação final da Câmara dos
Deputados, para onde retornou na ultima votação.

No texto ele afirma que a lei é uma resposta a ataques de hacker a sites .Gov e a invasão da caixa de e-mail da Presidenta Dilma. O texto é muito evasivo e não justifica definir leis para problemas de segurança da informação que poderiam ser resolvidos com tecnologia e profissionais adequados.

O texto da lei pode ser visto aqui, http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getTexto.asp?t=93620&c=RTF&tp=1

O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1o O Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 –
Código Penal, passa a vigorar com a seguinte alteração do nome do
Capítulo II do Título VIII da Parte Especial e acrescido do seguinte artigo:
“Capítulo II
DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE
COMUNICAÇÃO, TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS DE
INTERESSE PÚBLICO

Não vão mais soltar PIPA e nem tomar SOPA, pelo menos por enquanto.

20 de janeiro de 2012 in Ativismo, Liberdade

 

Essa atitude do senado americano de adiar essa babaquisse é para ratificar uma coisa que já sabemos e por vários motivos não usamos sempre que somos coagidos… TEMOS MUITA FORÇA.

Temos força suficiente para deburrar essa sacanagem que tentam fazer com as pessoas em todo o mundo, simplesmente achando que todos são idiotas o suficiente para ficarem calados/parados, vendo tudo acontecer como eles querem.

Que venham os próximos protestos …

 

Segue um vídeo pra animar a galera… BLACK FLAGSSS!!!